Friday, September 25, 2009

Únicos em doença

Dentre classes as ordinárias estranhezas
Tensões profundas que privatiza o espírito
Loucuras brotoejantes no gestículo
Nos sorrisos falsos sortidas sutilezas

A unitária combinação de astros fez-me
Filho de Saturno, Júpiter e Netuno
Complexa gênese flórea faz-me uno
Vividos no intestino são só meus os vermes

E cada qual na mesma singularidade
Tente estar no outro mesmo sem as proteínas
Não vá falar que esta com nojo

Formado das doenças desde tenra idade
O carme eo frustro catalisam patologias
E das patologias nasce falante o gozo

Cria

A que me pergunta porque escrevo
Tudo que perco, ao outro, meu odio implica
Como um espelho que me rouba virtudes
Um gêmeo meu que me castra as alegrias

Sendo a existência assim um passeio
Com uns agente bebe e com outros vomita
Papéis limpa-se a bunda e poucos eu leio
Oque eu sinto, eu vivo, pra depois virar escrita

Trágica maré de vida deprimida
Por ora se acalma a ler-se aqui em frente
A dor na qual Ele, deprimido, fez a vida

Os corpos depois se prostram na areia
Pra desintegrarem sutilmente
Feito Nós, criação D'Ele, já esquecida

Estudos

As mãos que se apertavam, pelo lido olhar se amam
Quanto mais a boca fala, antagoniza o movimento
Este, o movimento, intensifica a libído, teu sustento
Que agora saboreia oque chorava as mão que suam

Suor sofrido que vai salgar os corpos quentes
Daonde sai do atrito luxuoso tais idéias
Que idealizadas na copúla em separadas apnéias
Desaguam suaves doces rios que seguem em frente

O sentido disto tudo não se sente
Sentindo muito vê que estudo as logías
Pra quiça amar a vida inteligente

Reprimido o humano então se rende
Ao zoomorfismo das orgias
Depois se aplica, explica e mente.

Thursday, September 24, 2009

Eu a mim

Como é difícil me achar coeso a mim
Por natureza de não ser tão outra coisa
Nem qualquer coisa, cousa, outra coisa
Lisa, oca e brilhante mente de marfim

Mediocrita de muita honra Elias Nadim
O leão que orgulha mas sempre com sono
Rimará porcarias pra que rime com "patrono"
Previstas gargalhadas por dizer - "pudim"

Pedirei perdão a deus por não buscá-lo
Insistido vem me atras e amaldiçoa
Crer ou não, sei-lá, vou alterná-lo

Se morrer é oque vem brindada a vida
Que brindemos só no fim da noite quando
Se forem, todas, pétalas da orquídea

Wednesday, September 23, 2009

Psicopatológico

Na minha mente, a noite, trecos místicos
Que nas verdades inconscientes do Eu sutura
Faces, facas, pênis. Medusa em gritos horripilantes
Nos mares, arquétipos helênicos cavalgam assim distantes
No ritmo esquizofrênico na qual a criação desestrutura

Dentre a suspeita na pseudociencia psicológica
Pode ser que tudo seja vago em minha personalidade
Se roida são as unhas e conformado não me queixo
Crido no espasmo, e da burrice, do não colocar-me ao eixo
A parte dos prazeres hóspides da que ascende idade

Na marcha fúnebre que a mitocôndria celular expurga
O fumante fita o olhar no fogo pra que se morra ativamente
Dele, faz-se deus, pra pulsar o criado ofício da traqueia, seu catarro
O maestro alveolar se calcifica na canção-tossida, senhor pigarro
Que razões julgar-se-á o suicída feto assim contente?

Em minha humanidade das dores vis mais que sentidas
Acovardeado procissei, por mim, pela catárse do coletivo onírico
No mar etanolícito do intoxicado pâncreas que fez-me dormir cedo
Porque raios instintivos viera eu nascer com tanto deste medo
Se de vulgar biologia sou no verossimil iconoclástil empírico?

O foco a que se dá os oculares incompete ao microscópio
E com orelhas compartilha sensorias da mente que acredita
Dentre imagens que vão se aporrinhando à formar-se psicose
Putrefeita acefaléia que traumática lateja, ferve e cose
Se ver-me epilético estilhaçado em ribanceiras me evita

Roma, roma

Amor, amor que és vasto
De tanto amor, amor é asco
Aquece o peito feito Sol, o astro

Amor, amor do que sempre quis
Por amor eis que tudo fiz
Dentre as boas, coisas, maioria vis

Deste males, por amor me ergo
E na mesma dor passada depois perco
Desembocado em lágrimas ele é oco e seco

Amor que morre se é então calado
Amor que mata, já estava tal finado
Amor nos prende, este então alado

Repousado nas pedras e árvores
Nas águas faz-se as ondas em alardes
Sonhado no real se sonha em partes

No caçar pesado, encontrada a leveza
Amor levao a mostrar-se por princesas
Mas nato é no mato da materna natureza

Amor que enlatado por telenovela
Naufragado por aquele que assim o vela
Santo amor! Por ele ascendo a vela

Amor que me faz súdito
Ao coroar-me rei de súbito
Feliz de rei a ser teu rei corrúpto

Oitossentas e tantas, e depois 22.

Faço parte da arte
que a poesia não se repousa
à filosofia dá-se as formas
nascem do centro os amores

Destes, pois, árcades
nada asco não existem cáries
dentro das intocáveis bocas
Insuportavelmente belas sendo ocas
Onde o brilho não se toca
Se o fizesse, faça-se a sombra, meu bem

Assombra-me a sombra ser de brilho tocado
Por Deus maiúsculo, porque tanta maldição?
Se, que, eis, a realidade assim
Cordeiro seja em teu rebanho
Tende piedade de mim

Este eu, que não foge de mim
presente em tudo que vejo, verei
Fui, falo e repetir de mim
Intimamente nunca encontro e sempre quero
A morte é valida como fim

Se resta ser moderno
Por pedir que "dê-me um cigarro"
meus linfomas pulmoares foram tambem
Psicossomáticamente criados, meus criados
em função do que punje a ser o triste objetivo
da cultura moderna que morreu

Que não acabem minhas páginas em branco
ou em preto, se no raro,
tiver em posse um lápis branco
que seje assim, se há de ser, que seja
Não, sozinho, falo se escreve e depois leio
e alguem responde, infinito,
fecho a porta, assino em embaixo
elias.